A endometriose é considerada uma "doença da mulher moderna", devido aos fatores que propiciam o desenvolvimento da doença e estão cada vez mais presentes na rotina da população feminina. O estresse e a ansiedade são alguns deles.
Além de ter que lidar com todas as responsabilidades de casa e com toda a pressão de ser uma boa mãe e uma boa esposa, a mulher está completamente inserida no mercado de trabalho e cada vez mais sujeita às preocupações e obstáculos da vida profissional.
Para conter o aumento dos casos de endometriose, as mulheres devem adotar uma rotina mais leve, inserindo em seu cotidiano hábitos mais saudáveis que elevem sua autoestima, melhorem seu físico e, consequentemente, sua qualidade de vida.
A endometriose afeta todas as áreas da vida
A endometriose é um fardo na vida das mulheres por levar um longo tempo para ser diagnosticada e afetar todas as áreas de suas vidas. Um estudo publicado no Journal of Family Planning and Reproductive Health Care revelou que a endometriose afeta a vida sexual, as relações pessoais, além da vida pessoal, trabalho e o bem-estar emocional das mulheres.
"A endometriose é uma doença crônica recorrente que é experimentada por cerca de 10% das mulheres em todo o mundo. Os sintomas mais comuns incluem cólica menstrual forte e incapacitante, sangramento menstrual intenso, relações sexuais dolorosas e infertilidade", afirma o ginecologista Carlos Del Roy, CRM-SP 62.224.
Vale ressaltar que os prejuízos da endometriose não se limitam aos físicos: pesquisas indicam que a doença leva as pacientes a frequentes ausências e afastamentos do trabalho. A dor e os efeitos provenientes da endometriose podem ocasionar também transtornos mentais nas pacientes, incluindo ansiedade e depressão.
Cerca de 20% das mulheres que sofrem de endometriose desconhecem o diagnóstico. Na maioria dos casos, a doença é detectada entre os 20 e 35 anos de idade.
O atraso no diagnóstico
O tema mais prevalente nos estudos sobre endometriose é o atraso no diagnóstico. As mulheres são diagnosticadas mais cedo quando associam seus sintomas aos problemas de fertilidade, e mais tardiamente quando os associam aos problemas relacionados à menstruação.
Algumas mulheres demoram a receber o diagnóstico apropriado porque julgam que seus sintomas "são normais" da menstruação, assumindo para si que as cólicas fortes e incapacitantes são "coisas normais" do corpo feminino. Quando revelam seus sintomas a um familiar ou profissional de saúde, suas experiências são tipicamente normalizadas.
A paciente quer ser ouvida
"As mulheres querem que seus médicos realmente ouçam suas experiências e preocupações. Elas querem explicar o verdadeiro impacto desta condição nas suas vidas ao invés de simplesmente classificar sua dor em uma escala de um a 10", diz o ginecologista Carlos Del Roy.
Como conviver melhor com a endometriose
A mulher com endometriose pode levar uma vida normal, desde que seja acompanhada e tratada adequadamente por um ginecologista. Além do acompanhamento ginecológico, a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação regrada são medidas fundamentais para o controle da endometriose. Gerenciar o estresse e participar de grupos de apoio também são estratégias eficazes.