A incontinência urinária refere-se à "perda involuntária da urina pela uretra", incluindo pequenos escapes diários. Segundo a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 5% da população mundial é afetada, com aproximadamente 10 milhões de brasileiros vivenciando essa condição.
Tipos de incontinência urinária
De Esforço: perda urinária desencadeada por atividades que pressionam a bexiga, como tossir, espirrar, rir ou levantar pesos, devido à fraqueza muscular pélvica.
De Urgência: desejo súbito e incontrolável de urinar, impossibilitando chegar ao banheiro a tempo, mesmo com pequena quantidade de urina.
Por Transbordamento: ocorre quando a bexiga permanece constantemente cheia com vazamentos, ou quando não se esvazia completamente.
Funcional: quando a pessoa reconhece a necessidade de urinar mas não consegue chegar ao banheiro devido a doença ou complicação.
Mista: combinação de perdas durante esforço e situações de urgência.
Causas
- Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou assoalho pélvico
- Gravidez e parto
- Tumores malignos e benignos
- Doenças comprimindo a bexiga
- Obesidade
- Tosse crônica de fumantes
- Quadros pulmonares obstrutivos gerando pressão abdominal
- Bexigas hiperativas
- Infecção do trato urinário
- Prisão de ventre
- Estresse emocional
- Procedimentos cirúrgicos ou irradiação lesando nervos esfincterianos
Prevenção
- Controlar ingestão de líquidos à noite
- Evitar bebidas alcoólicas e com cafeína
- Controlar diabetes e peso
- Abandonar tabagismo
- Regular intervalos entre micções
- Manter alimentação saudável com fibras
- Realizar atividades físicas regularmente
- Reconhecer e evitar fatores causadores
Fatores de risco
- Idade: probabilidade aumenta com envelhecimento
- Sexo: duas vezes mais comum em mulheres
- Raça: mulheres brancas mais propensas à incontinência de esforço
- Obesidade: peso extra pressiona bexiga e músculos
- Outras doenças: condições neurológicas ou diabetes aumentam risco
Tratamento
O tratamento depende do tipo, gravidade e causa subjacente. Especialistas que podem diagnosticar incluem: clínico geral, urologista, ginecologista e geriatra. O diagnóstico precoce é determinante na eficácia do tratamento — não naturalize os sintomas, busque avaliação especializada.