Fortalecimento do Assoalho Pélvico no Tratamento da Incontinência Anal
Tratamento Incontinencia Anal

O Papel do Fortalecimento do Assoalho Pélvico no Tratamento da Incontinência Anal

A incontinência anal configura uma doença, ainda pouco falada, que compromete significativamente a qualidade de vida, o bem-estar e o convívio social dos pacientes acometidos. Ela consiste na perda involuntária de fezes (sólidas e líquidas) e/ou gases, durante um período superior a um mês.

Por desconhecimento e sobretudo por constrangimento, muitos pacientes que enfrentam esta condição omitem o problema, deixando de procurar ajuda médica. Infelizmente, a incontinência anal ainda é um tabu. Mas é importante que todos saibam que existem tratamentos disponíveis e eficazes no controle desta condição; portanto, os pacientes devem expor este problema aos seus médicos, a fim de obter o diagnóstico correto e, em seguida, dar início à abordagem terapêutica mais adequada.

Continue conosco neste artigo e saiba mais sobre a incontinência anal e o papel do fortalecimento do assoalho pélvico no tratamento desta condição, representando a abordagem terapêutica de primeira escolha.

Saiba Mais sobre a Incontinência Anal

Quando ocorrem perdas involuntárias somente de fezes, sem eliminação de gases, a condição pode ser chamada de incontinência fecal, ou perda de controle do esfíncter (orifício anal). O termo incontinência anal, no entanto, engloba também a perda involuntária de gases – associada ou não à eliminação de fezes.

A incontinência anal geralmente é causa de grandes desconfortos e da perda de confiança dos pacientes, conduzindo-os, muitas vezes, ao isolamento social e prejuízos emocionais. Situações de constrangimento causadas pela condição podem vir a provocar um declínio na autoconfiança do indivíduo, prejudicar relacionamentos, originar distúrbios psicológicos – como a depressão -, levá-lo à limitação profissional e afetar significativamente sua autoestima e qualidade de vida como um todo.

A incontinência anal incide principalmente sobre mulheres com mais de 50 anos, devido ao relaxamento esfincteriano provocado por gravidezes e partos, além da idade avançada. Contudo, a doença pode afetar pessoas de ambos os gêneros e de todas as idades – ou seja, não representa uma doença apenas da terceira idade, podendo ocorrer desde a infância.  

Conforme o tempo passa, a suscetibilidade do paciente à incontinência anal aumenta: a incidência entre a população na faixa dos 60 anos é de 5 a 10%; já naquelas com mais de 80, a incidência chega perto dos 20% (ou seja, uma em cada 5 pessoas será afetada pela condição).

Os sinais de alerta da incontinência anal incluem manchas de fezes em roupas íntimas, escapes involuntários de gases e maior urgência para se chegar ao banheiro.

A classificação da condição varia entre leve, intermediária e grave. Embora haja perda involuntária de fezes fluidas ou gases em todos os estágios, a categorização se dá de acordo com a frequência dessas perdas e as limitações que as mesmas impõem nas atividades cotidianas do paciente – bem como os impactos em sua qualidade de vida.

Quanto mais grave for o estágio da incontinência anal, maior a necessidade de tratamento efetivo e – emergencial – para combatê-la. A seguir, você conhecerá o papel do fortalecimento do assoalho pélvico no tratamento da incontinência anal.

Papel do Fortalecimento do Assoalho Pélvico no Tratamento da Incontinência Anal

O fortalecimento do assoalho pélvico representa o procedimento de primeira escolha no tratamento da incontinência anal, por ser eficaz e retardar – ou até mesmo postergar – a necessidade de abordagens cirúrgicas. A reabilitação desta estrutura é possível por meio de exercícios (fisioterapia pélvica) e do uso de aparelhos de alta tecnologia.

A fisioterapia pélvica age fortalecendo a musculatura do assoalho pélvico a partir de:

  • Exercícios ativos: chamados de cinesioterapia, eles são caracterizados por contrações e relaxamentos, voluntários e repetidos, do assoalho feminino;
  • Eletroestimulação: impulsos com objetivo de potencializar a função da musculatura pélvica, através de correntes elétricas;
  • Biofeedback por eletromiografia: terapia comportamental que visa estabelecer um autocontrole da paciente sobre seu assoalho pélvico, fazendo com que ela adquira consciência da sua musculatura por meio de um gráfico;
  • Cinesioterapia: abordagem terapêutica baseada nos movimentos do ponto de vista fisiológico, incluindo pilates, exercícios aeróbicos, entre outros.

Fortalecimento do Assoalho Pélvico no Tratamento da Incontinência Anal – Objetivos

Os principais objetivos da fisioterapia pélvica no tratamento da incontinência anal são:

  • Melhorar a cinestesia vesical, retal e perineal da paciente;
  • Fortalecer a musculatura pélvica, elevando sua funcionalidade por meio da melhora de coordenação, resistência muscular e sensibilidade retal;
  • Melhorar a capacidade de fechamento perineal diante de esforços;
  • Melhorar o ciclo de continência da mulher.

Depois de alcançados estes objetivos, a garantia é que a qualidade de vida da mulher melhore – e muito!

Fortalecimento do Assoalho Pélvico no Tratamento da Incontinência Anal – Benefícios

Os benefícios da fisioterapia pélvica são muitos: além de ser um tratamento sem contraindicações, isento de complicações ou riscos, ele é acessível, não invasivo, indolor e garante bons resultados, com base em relatos de pacientes que já o experimentaram. O tratamento consiste em 10 sessões de fisioterapia, de uma a duas vezes semanais. Ao fim da primeira sessão, a melhora da tonicidade do assoalho pélvico já é perceptível.

Mesmo após o fim do tratamento, as pacientes que enfrentam a incontinência anal devem manter o acompanhamento com seu ginecologista, a fim de prosseguir com a administração adequada da doença.

Agora que você já sabe que existem tratamentos eficazes no combate da incontinência anal, não sofra mais em silêncio: marque uma consulta e deixe-nos ajudar. Não permita que o constrangimento lhe impeça de viver uma vida mais plena e saudável. Procure ajuda médica!

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