Incontinência Fecal Após Histerectomia | Dr. Carlos Del Roy Ginecologista
Incontinencia Fecal Apos Histerectomia Tratamento

Incontinência Fecal Após Histerectomia

Um tema raramente discutido, por ser motivo de constrangimento para muitas mulheres, é a incontinência fecal. Uma pesquisa publicada na revista American Journal of Obstetrics and Gynecology demonstra que a condição é mais prevalente entre a população feminina, especialmente nos grupos etários mais velhos, entre mulheres que tiveram inúmeros bebês, entre mulheres cujos partos foram assistidos por fórceps e entre as que fizeram uma histerectomia.

Muitas participantes do estudo que sofriam de incontinência fecal também apresentavam outras condições médicas, tais como depressão grave, diabetes e incontinência urinária.

Neste artigo, saiba mais sobre a prevalência da incontinência fecal em mulheres que foram submetidas à histerectomia e a importância do a acompanhamento e tratamento especializados.

Saiba Mais sobre a Incontinência Fecal Após Histerectomia

A Incontinência Fecal (IF) consiste na perda involuntária de fezes sólidas e líquidas. Esta condição compromete severamente a qualidade de vida das pacientes acometidas, uma vez que gera situações de grande desconforto e constrangimento, perda de autoconfiança, prejuízos na autoestima e traumas psicológicos.

A população feminina é mais suscetível ao desenvolvimento da IF por uma série de fatores, que incluem lesões no esfíncter anal por traumas obstétricos, distopias genitais e histerectomia.

Histerectomia é a denominação dada ao procedimento cirúrgico de remoção parcial ou total do útero, por via abdominal ou vaginal. Ela pode ser indicada para o tratamento de câncer no colo do útero, miomas e endometriose, mas sempre nos estágios mais avançados, em que todas as demais abordagens terapêuticas já foram descartadas.

Incontinência Fecal e Outras Alterações Pós-Histerectomia

Por ser um procedimento extremamente invasivo, a realização da histerectomia pode provocar uma série de alterações, desde condições físicas até intensas complicações emocionais. Disfunções intestinais e no sistema urinário não são incomuns após a histerectomia, e a incontinência fecal está inclusa neste grupo.

Dispareunia, infecção do trato urinário, hemorragia, distensão abdominal, constipação, incontinência de gases e de urina são outras complicações presentes no grupo de alterações pós-histerectomia.

Mais atenção deve ser dada a esta condição debilitante, especialmente considerando o envelhecimento da população e os tratamentos disponíveis hoje. É muito importante para a saúde das mulheres que os médicos saibam da prevalência da incontinência fecal nestes grupos e quais as opções terapêuticas disponíveis.

Tratamento da Incontinência Fecal Após Histerectomia

O tratamento da incontinência fecal após histerectomia pode ser clínico ou cirúrgico. O objetivo do tratamento clínico é corrigir o tipo de evacuação, por meio do uso de medicamentos e a indicação de dietas alimentares específicas. Antidepressivos e pomadas que otimizam a sensibilidade anal também podem ser incluídos na terapia.

O biofeedback também pode ser indicado para algumas pacientes que enfrentam a IF. O tratamento consiste em técnicas de autoconhecimento e maior controle sobre as funções fisiológicas do próprio corpo. Após algumas sessões, a mulher saberá qual o nível de contração necessário para fechar o ânus.

O tratamento cirúrgico é indicado somente em casos extremos, onde todas as demais abordagens terapêuticas falharam. A escolha do tratamento varia de acordo com as especificidades de cada caso e cabe a um profissional da ginecologia, após uma avaliação clínica minuciosa da paciente.

Buscando Ajuda Médica

Devido à natureza da doença, as pessoas que têm incontinência fecal, muitas vezes, deixam de expor o assunto aos seus médicos. É por isso que os autores do estudo encorajam os médicos a assumir um papel mais ativo nesse processo, especialmente entre as pacientes com 50 anos ou mais. Apesar de a incontinência fecal estar presente em muitas mulheres idosas, ela não deve ser encarada como uma consequência natural do envelhecimento.

No caso de mulheres que foram submetidas ao procedimento cirúrgico de remoção do útero, a atenção deve ser redobrada. Se você está neste grupo, é importante manter o acompanhamento regular com um ginecologista e iniciar as medidas preventivas, evitando, assim, o desenvolvimento da incontinência fecal.

Artigo publicado em: 09/03/2016.

Artigo atualizado em: 06/06/2017.

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