Incontinência e Atividades Físicas - Ginecologista Carlos Del Roy

Incontinência e Atividades Físicas – Saiba Mais

A incontinência urinária trata-se de toda perda involuntária de urina. A doença incide principalmente sobre mulheres, devido ao desgaste dos músculos pélvicos responsáveis pela continência.

O quadro de incontinência urinária impacta negativamente na qualidade de vida da mulher, gerando situações constrangedoras, interferindo em suas atividades cotidianas e relações sociais.

Mulheres que praticam atividades físicas e esportivas muitas vezes apresentam incontinência urinária de esforço, e em inúmeros casos acabam abandonando a prática, para evitar situações constrangedoras devido à perda de urina. O quadro clínico interfere até mesmo no desempenho durante as atividades.

A prática regular de atividades físicas e esportivas que requerem muito esforço físico da mulher podem levá-la ao desenvolvimento da incontinência urinária. Mas e quando a mulher não deseja abandonar a prática esportiva por conta disso? Quais são as estratégias eficazes para prevenir a perda de urina involuntária? Saiba mais no texto a seguir.

Incontinência e Atividades Físicas

A atividade física de alto impacto é um fator de risco para o desenvolvimento da incontinência urinária, mesmo entre mulheres que não apresentam outros fatores de risco, como histórico de partos e faixa etária.

A atividade física associada a outros fatores pode agravar ainda mais o quadro de incontinência urinária. São eles: desordens alimentares, fraqueza genética do tecido pélvico, localização inferior ou número reduzido de fibras musculares do assoalho pélvico, falta de treinamento e de controle dessa musculatura.

Pesquisas indicam que a ginástica está entre as principais atividades físicas que geram perda de urina, representando 67% das queixas, seguida de corrida, basquete, tênis, hóquei, trilha, natação e vôlei.

Atletas trampolinistas apresentam a maior prevalência de incontinência: cerca de 80% das mulheres queixam-se da perda de urina durante a prática, inclusive as jovens na faixa etária dos 15 anos. Esse fator está associado à frequência e duração dos treinos.

Os principais exercícios físicos responsáveis pela perda de urina em mulheres incluem práticas de saltos, aterrissagens de alto impacto e corrida. Isso ocorre devido à grande quantidade de esforço e impactos repentinos depositados nos músculos do períneo, superior ao que ele pode suportar.

Os esforços e impactos excessivos provocam fadiga e perda da eficiência na musculatura pélvica, principalmente associados à ausência de um treinamento para fortalecimento prévio desta região. Este enfraquecimento evolui, na maioria dos casos, para a incontinência urinária.

Fora do âmbito competitivo, a perda urinária também está presente, na vida de estudantes de educação física e pessoas que realizam a prática “recreativa” de exercícios físicos, como atividades aeróbicas, corrida, levantamento de peso, caminhada, bicicleta, natação e golfe.

Impacto da Incontinência na Prática de Atividades Físicas

São inúmeros os benefícios que a prática de atividades físicas pode oferecer à saúde da mulher: além atuar na prevenção de doenças cardíacas, hipertensão, obesidade, entre muitas outras, ela também impacta positivamente nos aspectos emocionais, melhorando os quadros de estresse, ansiedade e depressão da população.

As mulheres que sofrem de incontinência urinária associada à prática de exercícios físicos e abandonam essas atividades para evitar constrangimentos, acabam deixando de usufruir dos benefícios que eles podem promover, inclusive no tratamento da própria incontinência urinária.

O abandono das atividades físicas devido à perda de urina está relacionado à motivação da mulher: as mulheres mais motivadas tendem a não abandonar o hábito por conta da incontinência (principalmente as atletas profissionais), enquanto as mulheres menos motivadas optam por abandonar os exercícios.

As mulheres que dão continuidade à prática de atividades físicas apesar da incontinência utilizam-se de algumas estratégias para evitar a perda de urina durante os exercícios, tais como: a utilização de absorventes ou forros, “ritual” de esvaziamento da bexiga antes de competições e treinamentos e diminuição da ingestão hídrica.

Algumas vezes, mudanças e adaptações na prática dos exercícios também são necessárias. As atividades que provocam maior perda de urina (tais como saltos e corridas) geralmente são substituídas por atividades de baixo impacto, como caminhada e natação. Tais medidas adaptativas permitem que a mulher dê continuidade à prática de atividades físicas.

Incontinência e Atividades Físicas – Prevenção

Existem algumas medidas capazes de prevenir a incontinência urinária de esforço associada às atividades físicas: a prática de exercícios de contração da musculatura pélvica –  pré-contração ou contração simultânea durante a prática de atividade física ou esportiva – trata-se de um estímulo que reduz significativamente a perda de urina.

A orientação e motivação dos profissionais que trabalham com atividades físicas é fundamental neste processo. Eles devem ter uma bagagem de informações no âmbito da incontinência e atividades físicas, para oferecer adaptações e cuidados específicos às suas alunas.

A abordagem do assunto com objetivo de disseminar informações relacionadas à incontinência e atividades físicas em academias, clubes e escolas também é válida.

Os profissionais do esporte são capazes de transformar a prática da atividade física em um hábito preventivo da incontinência urinária, quando adeptos às informações necessárias, demonstrando às suas alunas que não é necessário se privar dos benefícios acarretados pelas atividades físicas por conta da perda de urina.

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